Vendas de automóveis importados no Brasil sobem 29,3% com BYD

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Publicado em 23 de janeiro de 2026

A comercialização de carros importados no Brasil alcançou um crescimento expressivo, com um aumento de 29,3% em 2025. Totalizando 133.253 unidades vendidas, os dados foram revelados pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) em uma coletiva de imprensa realizada em 20 de fevereiro. Um aspecto notável desse crescimento foi a participação dos veículos eletrificados, que somaram 129.112 unidades, representando 45,3% do mercado total de elétricos e híbridos, que contabilizou 285.266 unidades no Brasil no ano anterior.

Marcas em Destaque

A BYD se destacou como a principal marca associada à Abeifa, detendo uma impressionante participação de 81,8%. Seguem-se outras marcas como Volvo (7%), Porsche (4%), Kia (3,2%), Land Rover (2,2%), Suzuki (1%) e JAC (0,7%). O crescimento de vendas da BYD também foi notável, atingindo 47%. Em contrapartida, a Jaguar enfrentou um tombo significativo de 93,2%, enquanto a JAC viu um decréscimo de 51% nas vendas.

Ranking de Vendas

O ranking de vendas das associadas da Abeifa, com destaque para o volume de unidades e o crescimento percentual, é o seguinte:

  • 1º – BYD: 112.902 unidades (+47%)
  • 2º – Volvo: 9.717 unidades (+12,6%)
  • 3º – Porsche: 5.498 unidades (-11,8%)
  • 4º – Kia: 4.402 unidades (-15,8%)
  • 5º – Land Rover: 3.004 unidades (-28,3%)
  • 6º – Suzuki: 1.406 unidades (+7,9%)
  • 7º – JAC: 993 unidades (-51%)
  • 8º – McLaren: 18 unidades (-45,5%)
  • 9º – Jaguar: 17 unidades (-93,2%)
  • 10º – Aston Martin: 16 unidades (-15,8%)

Mercado em Mudança

De acordo com a Abeifa, houve uma diminuição na participação do Mercosul na importação de automóveis e comerciais leves, que recuou de 49,9% para 43,3% entre 2024 e 2025. Em contrapartida, a presença de produtos asiáticos aumentou, saltando de 29,3% para 41,2%.

Aumento de Imposto

Outro ponto relevante abordado na coletiva foi a previsão de aumento do imposto de importação, que ocorrerá em julho de 2026. A partir dessa data, carros elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais importados terão uma alíquota única de 35%. Essa medida visa estimular a produção nacional, atendendo um pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que buscava evitar a invasão do mercado por modelos importados.

Nova Tabela de Tributações

A tabela intermediária de tributação já está em vigor desde 1º de julho de 2025, preparando o mercado para a mudança. Atualmente, a tributação é diferenciada para cada categoria de veículos, conforme abaixo:

  • Híbridos Convencionais (HEV): 30%
  • Híbridos Plug-in (PHEV): 28%
  • Elétricos a Bateria (BEV): 25%

A nova alíquota de 35% para todos os tipos elimina estas diferenças, criando um cenário de competitividade mais equilibrado.

Desafios e Oportunidades

O presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, destacou os desafios que as marcas enfrentam para absorver a equalização da alíquota do imposto, mas também expressou otimismo com o lançamento de novos modelos previstos ao longo do ano. Além disso, marcas que dependem de importação, como a Jaguar e a JAC, podem ver suas margens de lucro comprimidas.

Investimentos Nacionais

Marcas chinesas, como a GWM e a BYD, já estão se adaptando ao cenário nacional. A GWM inaugurou uma fábrica em Iracemápolis (SP), enquanto a BYD começou a montar veículos em Camaçari (BA). Outras marcas, como a Geely, estão formando joint ventures para ampliar a produção local.

Perspectivas Futuras

Enquanto os desafios de um aumento de impostos se apresentam, as marcas estão se movimentando para garantir que a produção local se torne uma prioridade. A estratégia adotada por algumas delas de terceirizar a montagem visa mitigar os impactos da nova tributação. Para a Chevrolet, por exemplo, a montagem dos modelos Spark EUV e Captiva EV em Horizonte (CE) representa uma forma de manter a competitividade de preço frente ao novo cenário tributário.

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