Saiba se soma potência em híbridos é certa ou não

  1. Home
  2. Blog
  3. Notícias e Tendências
  4. Saiba se soma potência em híbridos é certa ou não
Publicado em 11 de outubro de 2026

Um Desafio de Potência em Híbridos

Na era da mobilidade sustentável, os veículos híbridos se tornaram cada vez mais populares, oferecendo uma combinação de potência e eficiência energética. No entanto, a forma como as montadoras calculam a potência máxima desses veículos é um tópico de grande controvérsia. A Jetour, uma das principais fabricantes de veículos híbridos, recentemente lançou o T2 4×4 no mercado brasileiro, com uma potência total instalada de 597 cv, calculada simplesmente pela soma das potências dos quatro motores.

Um Problema de Medição

A Dificuldade de Padronização

De acordo com a Jetour, a falta de padronização na medição de potência e torque de híbridos para o mercado brasileiro é um dos principais motivos para não divulgar a soma dos números. Embora exista um grupo de trabalho da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) que discute um projeto de norma ABNT para determinar e declarar a potência dos motores, ainda não há um padrão estabelecido para o caso dos carros híbridos.

Uma Prática Adotada por Outras Chinesas

Recentemente, a Jaecoo, outra marca chinesa controlada pela Chery Global, corrigiu a potência e o torque do Jaecoo 7, reduzindo-os em 60 cv e 15 kgfm após passar a ter seu rendimento calculado seguindo o Regulamento Técnico Global da Organização das Nações Unidas. Isso sugere que a prática de calcular a potência máxima por meio da soma dos números pode não ser a mais precisa ou confiável.

Como Funciona a Regra da ONU?

Dois Métodos de Cálculo

De acordo com o especialista Cleyton Zabeu, da SAE Brasil, as regulamentações da Organização das Nações Unidas estabelecem dois métodos para determinar a potência máxima do veículo: o Método TP1 e o Método TP2. O Método TP1 determina a potência do sistema a partir do ensaio independente dos principais componentes do trem de força, aplicando fatores de correção para considerar as perdas do conjunto. Já o Método TP2 propõe o ensaio do veículo completo em dinamômetro de chassi em condição de aceleração máxima, medindo diretamente o torque e a rotação entregues.

Uma Abordagem Mais Precisa

De acordo com o especialista Marco Barreto, professor de engenharia mecânica da FEI, a potência máxima real de propulsão de um veículo híbrido não é simplesmente a soma das potências individuais dos motores. Em vez disso, é a soma das contribuições que realmente chegam aos pontos de propulsão, considerando as perdas e eficiências do sistema. Isso significa que a forma como as montadoras calculam a potência máxima pode afetar significativamente a eficiência e o desempenho do veículo.

Consequências da Prática da Soma dos Números

Um Exemplo de Falta de Precisão

De acordo com especialistas ouvidos por QUATRO RODAS, a prática da soma dos números pode levar a uma falta de precisão na medição da potência máxima do veículo. Isso pode resultar em uma potência máxima menor do que a real, o que pode afetar negativamente a eficiência e o desempenho do veículo.

Uma Questão de Confiança

A falta de padronização na medição de potência e torque de híbridos para o mercado brasileiro é um problema que ainda não foi resolvido. Enquanto as montadoras continuam a calcular a potência máxima por meio da soma dos números, é importante lembrar que a precisão e a confiabilidade da medição são fundamentais para garantir a segurança e a eficiência do veículo.

Conclusão

Em resumo, a forma como as montadoras calculam a potência máxima de veículos híbridos é um tópico de grande controvérsia. A prática da soma dos números pode levar a uma falta de precisão na medição da potência máxima, o que pode afetar negativamente a eficiência e o desempenho do veículo. É fundamental que as montadoras adotem métodos mais precisos e confiáveis para calcular a potência máxima, garantindo a segurança e a eficiência do veículo.

Deixe seu comentário

Artigos Relacionados