Veículos híbridos plug-in poluem quase 5 vezes mais do que espera

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Publicado em 2 de novembro de 2025

Os veículos híbridos plug-in (PHEVs) têm ganhado destaque como uma alternativa viável entre carros a combustão e elétricos. Com a promessa de reduzir o consumo e as emissões poluentes, essa tecnologia atrai muitos motoristas. Contudo, um estudo da Transport & Environment (T&E) revela uma realidade mais complexa que demanda atenção dos consumidores e da indústria.

Dados do Estudo

O estudo da T&E analisou aproximadamente 800.000 carros na Europa, descobrindo que os PHEVs estão emitindo quase cinco vezes mais CO2 do que os números que aparecem nas especificações oficiais. Essa discrepância indica que a eficácia real dos veículos em reduzir poluentes é muito questionável.

Emissões Comparativas

Ao comparar as emissões, os dados mostram que um veículo PHEV apresenta uma emissão média de 35g de CO2 por quilômetro de acordo com os testes WLTP, enquanto os carros a combustão convencional ou híbridos plenos emitem cerca de 139g. Contudo, na avaliação feita pela T&E, as emissões reais estão em torno de 135g para os PHEVs e 166g para os veículos a combustão, evidenciando que a diferença é significativa.

Uso do Modo Elétrico

Um dos pontos-chave para a eficácia dos PHEVs é o uso do modo elétrico, que promete operar em distâncias de até 113 km. Entretanto, motoristas frequentemente usam esses carros majoritariamente com gasolina, não aproveitando a capacidade de recarga das baterias. Entre os fatores que agravam esse cenário, estão o esquecimento dos proprietários e a falta de interesse em recarregar os veículos adequadamente.

Condicionantes de Uso

Além da falta de uso do modo elétrico, o estudo da T&E observa que muitos PHEVs ativam o modo a combustão mais rapidamente sob acelerações intensas, em climas frios ou em terrenos montanhosos. Isso resulta em um uso ineficiente da tecnologia, levando a emissões inesperadas.

Desempenho ao Longo do Tempo

O levantamento de dados de 2021 a 2023 revela que a diferença entre os números oficiais e os reais está crescendo. No início de 2021, a discrepância era de 3,5 vezes, mas em 2023, essa diferença aumentou para quase cinco vezes. Isso levanta questionamentos sobre a precisão das medições e a necessidade de regulamentações mais rigorosas.

Custo para Proprietários

A não utilização da capacidade elétrica dos PHEVs pode representar um custo elevado aos proprietários, com uma perda de aproximadamente 500 euros anuais devido ao aumento no consumo de combustível. Isso representa uma preocupação financeira que não pode ser ignorada.

Marcas em Destaque

O estudo identificou marcas com as maiores discrepâncias nas emissões declaradas. Renault, Stellantis e Volkswagen apresentam diferenças na ordem de 300%, mas a Mercedes-Benz se destaca com uma discrepância extrema de 500% entre os números do WLTP e os reais constatados.

Impacto Financeiro das Multas

A T&E também revelou que, devido às informações apresentadas pelos testes WLTP, as montadoras deixaram de pagar multas que somam cerca de 6 bilhões de euros. Isso ilustra a necessidade de responsabilidade nas declarações feitas pelas montadoras e um maior controle sobre as emissões reais dos veículos.

PHEVs vs EREVs

Por fim, é importante distinguir os PHEVs dos EREVs, que utilizam o motor a combustão exclusivamente como gerador de energia. Em termos de eficiência, os EREVs conseguem operar em modo elétrico por uma média de 9.000 km anualmente, enquanto os PHEVs ficam em torno de 5.000 km, enfatizando uma diferença significativa de atuação.

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