O agronegócio move ação no STF questionando multas relacionadas a

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Publicado em 20 de novembro de 2025

Nos últimos meses, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) intensificou a fiscalização relacionada ao pagamento dos fretes, conforme estipulado pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). Essa política, que introduziu a Tabela de Fretes em 2018, ganhou um novo formato digital recentemente. Como consequência, o número de multas por descumprimento aumentou significativamente, refletindo uma nova realidade no setor de transporte.

Aumento das Multas

Até o final de outubro, a ANTT havia emitido quase 42 mil multas, um aumento abrupto em comparação às 4,3 mil do ano de 2024. Essa representação é mais de 10 vezes superior. O montante arrecadado em multas também cresceu consideravelmente, saltando de R$ 19 milhões em 2024 para R$ 127 milhões. Essa disparada nas multas reflete a nova abordagem da ANTT em relação à fiscalização do transporte rodoviário de cargas.

Como Funciona a Tabela

A Tabela de Fretes é calculada com base em uma variedade de variáveis que determinam o valor mínimo do frete. É importante destacar que outros custos adicionais, como o lucro do transportador e valores de pedágio, são considerados à parte, o que leva a uma complexidade na formação do preço do frete.

Impacto no Setor Agrícola

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está preocupada com as consequências dessa situação e decidiu acionar o Supremo Tribunal Federal. O objetivo é solicitar a suspensão da lei que instituiu a Tabela de Fretes. Para a CNA, essa norma representa uma intervenção estatal na economia, afetando negativamente os produtores rurais que dependem do transporte das suas mercadorias.

Interferência nos Negócios

Os novos valores da Tabela de Fretes estão se sobrepondo aos acordos previamente estabelecidos entre transportadores e embarcadores. Um dos principais pontos de debate é o fato de que os caminhoneiros podem ter concordado em aceitar valores abaixo da tabela, sem se sentir prejudicados. Essa disputa levanta a questão sobre a eficácia e a necessidade de uma tabela que limita a negociação livre entre as partes envolvidas.

A recente mudança na fiscalização das tabelas de frete trouxe à tona uma série de questões sobre a liberdade econômica no setor de transporte rodoviário de cargas. Com a ANTT aumentando drasticamente o número e os valores das multas, o impacto no mercado e nas operações dos transportadores e embarcadores torna-se um tema crucial para o futuro da logística no Brasil.

Um debate aberto entre as autoridades reguladoras e os representantes do setor é fundamental para equilibrar o respeito às normas e as necessidades operacionais dos transportadores e do agronegócio. É necessário encontrar soluções que garantam tanto a conformidade legal quanto o bem-estar financeiro dos caminhoneiros e dos produtores rurais.

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