Nova geração do Mercedes Classe A será feita com a Geely na China

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Publicado em 21 de março de 2026

A Mercedes-Benz está prestes a fazer história ao desenvolver uma nova plataforma na China em parceria com a Geely. Esse movimento marca a primeira vez em 130 anos que a montadora alemã cria uma arquitetura central fora de suas fronteiras. Com o codinome “Phoenix”, essa nova plataforma foi projetada para veículos menores e transformará o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Mercedes na China na sede global para veículos compactos.

Mudança Estratégica

A mudança representa uma alteração significativa nos focos de desenvolvimento da Mercedes. O centro de P&D na Alemanha concentrará esforços em veículos de médio e grande porte, que tendem a ter margens de lucro mais altas. Essa nova base substitutiva à atual plataforma MMA (Mercedes Modular Architecture) está prevista para ser implementada a partir de 2030, sendo utilizada nos próximos modelos, incluindo Classe A, Classe B, GLA, GLB e CLA.

Integração de Tecnologias

Desde o início deste ano, executivos da Mercedes têm visitado as instalações da Geely em Hangzhou para discutir a integração de eletrônica veicular e arquitetura elétrica. O foco da montadora alemã está na arquitetura GEEA 4.0, que serve para veículos tanto a combustão quanto elétricos. Essa nova tecnologia promete melhorar o desempenho dos veículos e reduzir significativamente os custos de produção em comparação à GEEA 3.0.

Redução de Custos

A mudança na estratégia da Mercedes visa principalmente a redução de custos. Relatos indicam que a montadora está estudando a “mágica da economia de custos da China”. Esse tema foi objeto de discussões na alta gestão, lideradas pelo CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, no final do ano passado. A engenharia chinesa impressionou os engenheiros alemães, especialmente após uma análise do modelo Zeekr 001 da Geely, que revelou um baixo custo de produção em harmonia com alta qualidade técnica.

Alianças no Setor

A Mercedes não está sozinha nessa tendência de buscar parcerias na China. A Renault também se uniu à Geely, enquanto a Volkswagen está em busca de tecnologias da Xpeng e a Stellantis investiu na Leapmotor. A Ford também está explorando alianças semelhantes para manter sua presença na corrida pela eletrificação acessível.

Reconhecimento da Eficiência Chinesa

O CEO da Ford, Jim Farley, ressaltou publicamente a eficiência das montadoras chinesas. Embora tenha suas reservas em relação ao uso de picapes chinesas em comparação com as ocidentais, Farley expressou surpresa com a vantagem competitiva dos fabricantes chineses, destacando: “não tenho ideia de como eles ganham dinheiro quando desmontamos seus veículos”.

Futuro da Mobilidade

A aproximação da Mercedes-Benz com a Geely, juntamente com outras montadoras ocidentais, sinaliza uma transformação significativa na indústria automotiva, especialmente no que diz respeito à eletrificação e à inovação nas tecnologias de produção. Esse novo caminho pode resultar em veículos mais acessíveis e eficientes, mudando a forma como os consumidores percebem o valor e a qualidade dos automóveis.

Com a evolução constante do setor, observa-se a necessidade de adaptação e inovação. As parcerias estratégicas entre marcas ocidentais e chinesas podem redefinir o mercado global de automóveis, promovendo a competitividade e a sustentabilidade ao mesmo tempo. O futuro da mobilidade pode estar mais conectado do que nunca.

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