A GM está sendo processada por supostamente lucrar US$ 20 milhões

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Publicado em 13 de maio de 2026

A General Motors (GM) gerou um lucro significativo ao vender dados de motoristas nos Estados Unidos, totalizando cerca de US$ 20 milhões. Essa prática levanta questões importantes sobre privacidade e consentimento dos usuários, especialmente no contexto da conectividade automotiva.

Venda de Dados

Entre 2020 e 2024, a GM comercializou informações pessoais e de condução para as empresas Verisk Analytics e LexisNexis Risk Solutions. Esses dados incluíam nomes, contatos, localizações e padrões de direção, obtidos por meio do serviço OnStar, que oferece conectividade e vários recursos para os motoristas.

Uso dos Dados

A venda dos dados tinha como objetivo principal o desenvolvimento de produtos para avaliação de motoristas, que seriam oferecidos a seguradoras. No entanto, a investigação da Califórnia indicou que os motoristas do estado não foram impactados financeiramente, já que as leis locais proíbem o uso de dados de direção para a definição de prêmios de seguro.

Falta de Transparência

A GM não notificou os consumidores sobre a venda de seus dados, o que gerou preocupações sobre a transparência da empresa. Apesar de promessas em sua política de privacidade de não vender informações de direção ou localização, a fabricante contradisse essas afirmações ao comercializar as informações para fins lucrativos.

Consequências Legais

Como resultado das investigações, a GM foi condenada a pagar US$ 12,75 milhões em multas civis. Além disso, a política de privacidade da empresa teve que ser revista, e as correções exigidas incluem a exclusão dos dados vendidos, salvo consentimento explícito dos usuários.

Reforma na Privacidade

O Departamento de Justiça da Califórnia impôs ainda a criação de um programa de privacidade robusto, obrigando a GM a relatar suas atividades relacionadas à privacidade periodicamente. Isso sinaliza uma pressão crescente sobre empresas automotivas para melhorarem suas práticas de proteção de dados.

A Opinião do Procurador

O procurador-geral Rob Bonta comentou a situação, enfatizando a falta de consentimento e o impacto que as vendas de dados poderiam ter na privacidade dos motoristas. A coleta e o uso de dados sensíveis devem ser administrados de forma responsável, refletindo a crescente preocupação pública sobre privacidade.

Resposta da GM

Em resposta às alegações e ações legais, a GM declarou que as vendas estavam relacionadas a um produto chamado Smart Driver, que foi descontinuado. A empresa comentou seu compromisso em melhorar práticas de privacidade e transparência com os clientes, reiterando a importância da conectividade em veículos modernos.

Problemas Anteriores

Vale ressaltar que não é a primeira vez que a GM enfrenta problemas com privacidade de dados do OnStar. Em 2025, a FTC já havia restringido a empresa de compartilhar informações de localização e direção por um período de cinco anos, evidenciando um padrão de preocupação em relação às práticas da montadora.

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