O Volkswagen Apollo é um carro que marcou a história automobilística brasileira ao surgir como uma opção mais modesta, mas surpreendentemente eficiente no mercado. Lançado em 1990, este modelo destacou-se pelas inovações e pelo seu design, resultando de uma joint-venture entre duas gigantes da indústria automobilística: Ford e Volkswagen. Neste artigo, vamos explorar os principais aspectos do Volkswagen Apollo, suas características e a importância deste modelo na linha de montadora.
Origem do Nome
O nome Apollo é uma referência ao deus grego da beleza e também à nave espacial americana que aterrissou na Lua. Ambas as referências trazem um senso de conquista e inovação, sentimentos que o carro tentava traduzir em sua proposta.
Joint-Venture Autolatina
O Apollo foi o primeiro resultado palpável da joint-venture Autolatina, que começou em 1986. Essa parceria visava utilizar os melhores recursos de ambas as marcas, sendo que a primeira colaboração notável foi na utilização do motor 1.8 da Volkswagen no Ford Escort.
Design e Estilo
O Volkswagen Apollo estava disponível nas versões GL e GLS. Adotava um visual moderno para a época, apresentando pintura metálica e uma grade dianteira com design exclusivo. Os detalhes exteriores como molduras de vidros cinzas e retrovisores na cor da carroceria contribuíam para um estilo sofisticado.
Desempenho Mecânico
A mecânica do Apollo era robusta, utilizando motor 1.8 com câmbio de relações curtas do Escort XR3, o que conferia ao carro uma performance considerável. Ele se destacava particularmente na aceleração, cumprindo a prova de 40 a 100 km/h em apenas 19,8 segundos, muito superior ao Ford Verona.
Consumo de Combustível
Embora tenha um desempenho impressionante, o consumo do Apollo na cidade era de 8,67 km/l, um pouco inferior ao do Ford Verona, que alcançava 9,06 km/l. Essa diferença se fez notória entre os consumidores que buscavam eficiência no dia a dia.
Interior e Conforto
O interior do Apollo também fez jus à proposta de modernidade. Com painel e volante projetados especialmente para esse modelo, seu desempenho era beneficiado pela iluminação em tom laranja dos instrumentos. O modelo GLS incluía uma gama de recursos como rodas de liga leve e vidros elétricos, trazendo conforto e praticidade ao motorista e passageiros.
Comparação com Concorrentes
Quando comparado ao Chevrolet Monza SL/E, o Apollo se sobressaía em agilidade apesar de seu custo elevado de manutenção. A posição do volante, no entanto, era um ponto negativo, já que não possuía regulagem de altura, algo que poderia ter melhorado a experiência do usuário.
Versões GL e GLS
A versão de entrada GL continha para-choques pretos e calotas, enquanto o GLS apresentava um exterior mais refinado. O GL não oferecia ar-condicionado nem como opcional, o que limitava suas opções de conforto frente aos concorrentes. Já o GLS trazia uma lista de itens de série robusta, mas a um preço consideravelmente mais alto.
Fim da Produção
Com 53.130 unidades produzidas, o Volkswagen Apollo foi descontinuado em 1993, sendo substituído pelo Logus. O legado do Apollo perdura, especialmente entre os entusiastas de carros clássicos, assim como o exemplo do proprietário Luis Antonio Zanatta que restaurou um GLS 1992 com dedicação.