Volvo adota mais componentes chineses para reduzir custos.

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Publicado em 15 de novembro de 2025

A Volvo, uma marca conhecida mundialmente por sua dedicação à segurança e design minimalista, está passando por um período de reestruturação significativa. A empresa se prepara para um novo capítulo sob a égide do grupo chinês Geely, com o objetivo de ampliar o compartilhamento de peças e tecnologias entre as diferentes marcas do conglomerado.

Nova Estratégia de Compartilhamento

A meta principal da Volvo é aumentar sua rentabilidade sem sacrificar a identidade que construiu ao longo de um século. Isso, no entanto, pode resultar em uma influência maior da cultura chinesa dentro da marca. A estratégia de compartilhamento de recursos faz parte de um movimento mais amplo em direção à sinergia industrial, sendo que Geely também controla marcas populares como Zeekr, Polestar, Lynk & Co, LEVC e Lotus.

Autonomia e Custos

Embora a Volvo tenha se destacado por desenvolver plataformas, motores e sistemas eletrônicos com uma autonomia considerável, essa abordagem está se tornando cada vez mais cara. Com a pressão por margens de lucro mais elevadas e a transição para veículos elétricos e digitais, a marca reconhece a necessidade de otimizar recursos disponíveis dentro do ecossistema Geely.

Protegendo o DNA Volvo

Anders Bell, chefe de desenvolvimento da Volvo, afirma que o compartilhamento de tecnologias ocorrerá em áreas que não comprometam a essência da marca. Segundo Bell, os aspectos que permitiram à Volvo sobreviver por cem anos devem ser preservados nos próximos cem. Isso sugere que, apesar das novas integrações, a identidade da Volvo permanecerá intacta.

Integração de Componentes

A expectativa é que haja uma unificação de componentes estruturais, eletrônicos e de software entre as marcas do grupo, o que pode reduzir custos de produção e acelerar o lançamento de novos modelos. O objetivo da Volvo é se tornar uma fabricante de veículos definidos por software, colocando a programação como o principal elemento de funcionamento do automóvel. Isso marca uma mudança de paradigma, especialmente para uma marca que historicamente se destacou pela engenharia mecânica.

Exemplo do Volvo EX90

Um exemplo tangível dessa transição é o Volvo EX90, considerado o carro mais caro da marca e o primeiro desenvolvido na nova base tecnológica do grupo. Com esse lançamento, a Volvo enfrentou desafios de software que exigiram atualizações rápidas após a produção inicial. Apesar das dificuldades, a empresa vê esses contratempos como parte de um aprendizado necessário para a evolução.

Expansão e Lucratividade

A expectativa é que o sistema que equipa o SUV EX90 sirva como base também para o sedã ES90 e o novo EX60, programado para ser apresentado em janeiro de 2026. A Volvo objetiva aumentar sua margem de lucro de 5,6% para 8%, um desafio que depende de um robusto programa de corte de custos, prevendo uma economia de 38 bilhões de coroas suecas e a redução de aproximadamente 3.000 funcionários.

Fidelidade aos Valores

Apesar da crescente aproximação com a Geely, a Volvo reafirma seu compromisso com os valores centrais da marca. Os novos modelos elétricos continuarão a oferecer um interior limpo e funcional, refletindo a estética escandinava, ao mesmo tempo em que priorizam segurança e conforto para o motorista.

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