FNM Onça: a versão brasileira do Ford Mustang com estilo Alfa Rom

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Publicado em 26 de abril de 2026

O universo automotivo é repleto de histórias fascinantes e modelos icônicos que marcaram épocas. Entre eles, os cupês da Alfa Romeo sempre se destacaram, representando a essência do cuore sportivo, um coração esportivo que tem sua origem nas grades dos carros dessa tradicional marca italiana. Hoje, vamos explorar a história do FNM Onça, um notável modelo brasileiro que se destaca entre os cupês da Alfa Romeo.

História do FNM

A história do FNM Onça começa em 1960, quando a Fábrica Nacional de Motores (FNM) produziu seu primeiro modelo no Brasil, o sedã JK 2000. Esse marco foi um ponto de partida para inovações automotivas no país, principalmente sob a liderança do projetista Genaro Rino Malzoni, que começou a produzir carrocerias de fibra de vidro em Matão, São Paulo. Seu trabalho pioneiro culminou na criação do GT Malzoni, abrindo caminho para o surgimento da Puma.

Design do Onça

O objetivo de Malzoni era criar um modelo de cupê que honrasse o legado esportivo da Alfa Romeo. O protótipo inicial do Onça, embora não agradou imediatamente, foi aprimorado, além de receber inspiração no famoso Ford Mustang, um verdadeiro fenômeno de vendas nos Estados Unidos durante os anos 60. A versão definitiva estreou no Salão do Automóvel de 1966 e trouxe um design que lembrava a icônica frente do Giulia italiano, permitindo que o carro recebesse o título de Mustang brasileiro.

Especificações Técnicas

A carroceria do FNM Onça era feita de fibra de vidro, montada sobre um chassi encurtado do 2000 TI MB. Com um motor de 115 cv, o Onça superava em potência o sedã comum, resultando em um desempenho excepcional. Sua leveza tinha um papel crucial, alcançando velocidades de até 175 km/h, o que tornava o Onça um dos automóveis mais rápidos do Brasil na época.

Desafios e Obstáculos

Apesar de suas qualidades, o FNM Onça enfrentou diversos desafios. A falta de autorização da Alfa Romeo para usar sua marca no modelo gerou dificuldades adicionais. Após testes na Europa, as exigências dos italianos resultaram no término precoce da produção do Onça, mas não antes de deixar uma importante marca na indústria automobilística brasileira.

Legado e Valorização

Dos oito protótipos do FNM Onça construídos, apenas cinco foram montados, segundo Roberto Nasser, curador do Museu do Automóvel em Brasília. A raridade do modelo torna-o um verdadeiro tesouro para colecionadores e amantes de carros clássicos. O Onça, considerado mais ágil e eficiente que muitos de seus contemporâneos, ganhava respeito não só pelo desempenho, mas também pela estética, provando que carros brasileiros estavam prontos para competir no cenário automobilístico global.

Ficha Técnica do Onça

  • Motor: 4 cilindros em linha, 1.975 cm³
  • Potência: 115 cv a 5.900 rpm
  • Câmbio: manual de 5 marchas, tração traseira
  • Dimensões: 4,42 m de comprimento, 1,67 m de largura, 1,29 m de altura

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