Chrysler Esplanada GTX: o sedã esportivo pioneiro da Dodge

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Publicado em 4 de abril de 2026

Os sedãs esportivos sempre tiveram um lugar especial na história automotiva, marcando presença no Brasil e no mundo com modelos icônicos. Dentre eles, o Honda Civic Si e o VW Jetta GLI se destacam, mesmo em um mercado frequentemente dominado por hatches e cupês. Pense rapidamente na evolução do Chevrolet Opala SS, que começou como um sedã, mas rapidamente viu sua identidade ser substituída pelo cupê. No universo dos sedãs de desempenho, é imperativo mencionar o FNM 2000 Timb e o Chrysler Esplanada GTX, que não só eram produtos de diferentes épocas, mas também refletem a inovação e o desejo de velocidade que permeiam o setor automotivo.

Histórico dos Sedãs

O cenário dos sedãs esportivos remonta às décadas passadas, onde modelos como o Chrysler Esplanada se tornaram sinônimo de potência e design arrojado. Lançado após a aquisição da Simca, o Esplanada se destacou entre seus contemporâneos e foi um marco na história da Chrysler no Brasil, que durou pouco mais de dois anos.

O Nascimento do GTX

O Chrysler GTX, introduzido no Salão do Automóvel de 1968, foi uma evolução direta do Esplanada. Com um motor V8 robusto e um câmbio manual de quatro velocidades, o GTX se posicionou como a opção mais esportiva da marca, atraindo os olhos dos fãs de velocidade e performance. Com design ousado, molduras pretas e faixas decorativas, ele não deixava dúvidas sobre seu caráter esportivo.

Avaliações do GTX

Em um teste realizado pela QUATRO RODAS em março de 1969, o GTX alcançou uma velocidade máxima de 165,19 km/h, apenas para perder na aceleração de 0 a 100 km/h para o Regente, uma versão mais simples do Esplanada. O foco dos avaliadores estava na dirigibilidade do carro, que era afetada por um volante grande e uma caixa de câmbio que não favorecia manobras ágeis, conforme evidenciado pelas críticas de Expedito Marazzi.

Conforto e Desempenho

Embora o GTX apresentasse um interior confortável com bancos anatômicos e um console elegante, sua estabilidade era comprometida devido à maciez excessiva dos amortecedores. Com pneus maiores, o espaço no porta-malas também era um problema, exigindo adaptabilidade dos motoristas. A avaliação dos freios a tambor nas quatro rodas levantou questionamentos sobre a necessidade de planejamento na hora de uma frenagem eficiente.

Produção e Exclusividade

Com uma produção limitada a cerca de 670 unidades, todos do ano-modelo 1969, o GTX conquistou um lugar especial na memória dos entusiastas. Disponível em quatro cores exclusivas, como vermelho Indianápolis e azul Le Mans, o modelo se despediu como a última palavra da Chrysler no Brasil antes da transição para a Dodge.

Desempenho em Números

Os números também falam por si. O desempenho do GTX incluía uma aceleração de 0 a 100 km/h em 15,3 segundos e uma velocidade máxima de 160,71 km/h, com um consumo urbano variando de 4 a 5 km/l. O preço em fevereiro de 1969, ajustado aos dias atuais, atinge aproximadamente R$ 311.501, uma cifra que reflete seu legado e valor no mercado de clássicos.

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