Anfavea defende limite de 5% no Imposto Seletivo para evitar aume

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Publicado em 25 de setembro de 2025

A Anfavea, responsável pela representação dos fabricantes de veículos automotores, está atenta às mudanças tributárias que podem impactar o setor. Em vista da nova regulamentação da Reforma Tributária, a associação defende que um teto de 5% seja estabelecido para o Imposto Seletivo que incidirá sobre automóveis e outros veículos leves.

Previsibilidade Tributária Necessária

O principal objetivo da Anfavea é oferecer previsibilidade às empresas do setor automotivo, evitando o aumento inesperado da carga tributária. A proposta em discussão no Senado visa deliberar sobre um limite máximo de tributação, semelhante ao que já foi feito em outros segmentos da economia. A preocupação é que, sem uma regulamentação clara, a nova base de tributação seja muito elevada, o que encareceria os veículos e afetaria diretamente o consumidor. Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, o governo deve aplicar a mesma lógica adotada para outros setores ao setor automotivo.

Imposto Seletivo e Seus Efeitos

Com a nova proposta, o Imposto Seletivo poderia ter um impacto severo no setor automotivo. Caso o imposto atinja percentuais altos, como 10% a 35%, isso poderá desencorajar a compra de veículos novos, que são geralmente mais seguros e menos poluentes. Essa situação pode levar a um aumento na venda de veículos usados, comprometendo a renovação da frota nacional e a saúde da população.

Impacto no Setor Automotivo

A Anfavea alerta que a inclusão de automóveis na lista de produtos considerados nocivos à saúde, ao lado de cigarros e bebidas alcoólicas, pode resultar em penalizações excessivas. Assim, o setor automotivo, que gera bilhões em investimentos e é essencial nas exportações industriais, pode enfrentar sérios desafios. Sem um teto claro para a tributação, o setor pode ser coletivamente afetado, resultando em perdas de emprego e investimentos.

Defesa do Teto de 5%

O teto de 5% sugerido pela Anfavea visa não apenas garantir a arrecadação atual do governo, mas também assegurar que os fabricantes de veículos mantenham os compromissos de investimento nos próximos anos. Igor Calvet argumenta que essa medida é imprescindível para que o setor continue a prosperar e contribua para a economia nacional.

A Importância da Inovaçã

Outra vantagem do teto de 5% é que ele permitirá a manutenção de incentivos para tecnologias menos poluentes. Dentro desse limite, as alíquotas poderiam ser ajustadas com base nas emissões de cada veículo, incentivando a adoção de modelos mais sustentáveis. Dessa forma, a proposta não apenas evita a oneração do setor, mas também promove práticas que favorecem a saúde pública.

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