A proposta de cobrança de IPVA pelo peso do carro com um limite d

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Publicado em 4 de maio de 2026

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/26) é uma iniciativa que visa reformular a maneira como o imposto sobre a propriedade de veículos (IPVA) é cobrado no Brasil. Com uma base de apoio de 204 parlamentares, a proposta está atualmente em análise na Câmara dos Deputados. O objetivo principal é substituir a avaliação do valor de mercado dos veículos pelo peso de fábrica como a nova base de cálculo para o tributo.

Mudanças no IPVA

A PEC do IPVA busca limitar os custos para o contribuinte, tornando o valor total da cobrança não superior a 1% do preço de venda do veículo. Hoje, as alíquotas estaduais variam de 1% a 4% sobre o preço da Tabela Fipe, o que pode gerar impactos financeiros significativos para os proprietários. Essa mudança visa corrigir a atual abordagem que penaliza os proprietários com base na depreciação contínua dos veículos.

Base de Cálculo do Imposto

O novo modelo proposto pela PEC se alinha com legislações internacionais, como as dos Estados Unidos e Japão, onde características físicas dos veículos definem os custos anuais relacionados à documentação. Ao utilizar o peso de fábrica, os estados têm a chance de reconhecer a real contribuição do veículo ao desgaste da infraestrutura viária, levando em conta seu peso.

Impacto nos Veículos Elétricos

Um dos efeitos mais significativos da nova proposta diz respeito aos veículos eletrificados. Esses automóveis tendem a ser mais pesados devido às baterias, o que pode, inicialmente, encarecer o tributo para esses modelos. No entanto, a redação da proposta permite que os estados criem abatimentos para veículos considerados menos poluentes.

Benefícios Fiscais

A combinação do teto imposto de 1% com possíveis descontos estaduais poderá tornar a posse de veículos elétricos e híbridos mais acessível. Além disso, a proposta favorece os proprietários de carros de luxo, que frequentemente utilizam materiais leves, reduzindo o impacto financeiro do novo regime de impostos sobre veículos de alto valor.

Processo de Aprovação

A PEC não terá uma implementação imediata, uma vez que deve passar por um rito processual. Primeiramente, ela será avaliada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), onde será analisada a admissibilidade. Caso se encontre favorável, a proposta será encaminhada a uma comissão especial, onde deverá ser aprovada por maioria simples antes de seguir para a votação no Plenário da Câmara.

Jabuti na Proposta

Sob um aspecto interessante, alguns deputados tentaram emplacar um jabuti na PEC—a emenda sem relevância direta ao tema principal. Essa alteração estabelece restrições nas despesas governamentais, buscando conter o crescimento orçamentário. O gasto com publicidade institucional será limitado a um décimo por cento da Receita Corrente Líquida, além de outras determinações para gastos no Poder Legislativo e Tribunais de Contas.

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