A BYD declara que a isenção para CKD e SKD não contribuiu para au

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Publicado em 5 de fevereiro de 2026

O cenário da indústria automotiva no Brasil está em constante transformação, especialmente com as mudanças nas diretrizes fiscais que afetam a importação de veículos. O encerramento da isenção de imposto de importação para veículos eletrificados CKD e SKD, que ocorreu no dia 31 de janeiro de 2026, é um reflexo das novas estratégicas que o governo está adotando.

Alterações nas Alíquotas

De acordo com as novas regras, a alíquota de importação de veículos SKD permanecerá entre 25% e 30% até julho de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2027, os veículos CKD verão um aumento considerável na alíquota, subindo de 14% para 35%. Essa mudança impacta diretamente as montadoras que dependem desses regimes de importação para viabilizar sua produção no Brasil.

Impactos na Indústria

Entre as montadoras que foram mais impactadas por essas alterações estão a GWM, GM e a BYD. A BYD, por exemplo, buscou estender a isenção por mais seis meses, mas não obteve sucesso. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, comentou sobre a situação em uma coletiva de imprensa na fábrica de Camaçari (BA), ressaltando a falta de competitividade que a isenção não proporcionou. Com mais de 200 fornecedores homologados, a montadora enfatiza seu compromisso com a nacionalização.

Reação das Montadoras

A posição da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, também merece destaque. A Anfavea expressou preocupações com um estudo que indica que a transição para a montagem de kits importados poderia resultar na eliminação de 69.000 empregos diretos e afetar 227 mil postos indiretos na cadeia automotiva. As perdas econômicas estimadas são alarmantes, atingindo até R$ 103 bilhões em fabricantes de autopeças.

Pressões Regionais

O discurso de Baldy inclui críticas ao que ele considera um corporativismo da indústria localizada na região Sudeste, especialmente em São Paulo. Ele contou que existiram pressões significativas para que a plantação do projeto da BYD na Bahia fosse desmobilizada e transferida para São Paulo, levantando questões sobre o desenvolvimento industrial no Nordeste.

Apoio Governamental

A medida que permitiu a isenção por seis meses foi estabelecida por um comitê do governo, com uma cota de US$ 463 milhões. A Anfavea, que defendeu o término do benefício, afirmou que esse modelo de operação sem contrapartidas não é sustentável e pode ameaçar a geração de empregos qualificados no país. O presidente Igor Calvet reforçou a necessidade de um equilíbrio entre incentivos e o valor agregado à produção local.

Expectativas Futuras

Enquanto a Anfavea não vê obstáculos para uma nova prorrogação da isenção, a falta de um pedido formal do setor para isso levanta dúvida sobre o futuro da política fiscal voltada para a indústria automotiva. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou não haver pleito em andamento, o que pode indicar a adoção de novas diretrizes em um futuro próximo.

O futuro da indústria automotiva no Brasil depende de um equilíbrio delicado entre competitividade, inovação e geração de emprego. As decisões que estão sendo tomadas agora terão efeitos ressonantes na forma como as montadoras se posicionam no mercado e como os consumidores respondem a essas mudanças.

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