A recente projeção da Anfavea aponta para um aumento significativo na produção de veículos no Brasil até 2026. Com crescimento esperado de 3,7%, o setor automotivo brasileiro está se preparando para produzir 2,74 milhões de unidades. Este artigo detalha as expectativas de crescimento, as tendências de emplacamento, além de importações e exportações no setor.
Crescimento na Produção
A produção de veículos no Brasil deverá crescer, especialmente em veículos leves, que devem alcançar 2,58 milhões de unidades. Caminhões e ônibus também apresentarão leve aumento, com previsão de produção de 154 mil unidades. Esse crescimento é significativo, especialmente considerando que em 2025 a produção já havia registrado um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior.
Contexto Econômico
O crescimento da produção não está isento de desafios. A taxa Selic elevada e tensões geopolíticas continuam impactando o mercado. Igor Calvet, presidente da Anfavea, mencionou que as condições atuais do mercado são semelhantes ao que foi observado no segundo semestre do último ano.
Desempenho de Emplacamentos
Os emplacamentos também mostraram crescimento, subindo 2,1% em 2025 em comparação ao ano anterior, totalizando 2,68 milhões de unidades. No entanto, os modelos a combustão enfrentaram uma queda de 2,2%, enquanto os veículos eletrificados experimentaram um incrível aumento de 60% em suas vendas.
Exportações e Importações
As exportações também apresentaram um desempenho positivo, com um aumento de 32,1% em 2025, alcançando 528,8 mil unidades. A expectativa é que em 2026 esse número chegue a 536 mil. No que diz respeito às importações, houve um crescimento de 6,6%, impulsionado principalmente pela China, que foi responsável por 37,6% dos veículos importados no Brasil em 2025.
Expectativas para 2026
Em 2026, espera-se que a produção de veículos híbridos e elétricos comece a se estabilizar com a produção nacional. Calvet afirmou que a expectativa é que a entrada de modelos eletrificados importados diminua, à medida que as fábricas brasileiras comecem a produzir seus próprios veículos híbridos e elétricos. Essa mudança será acompanhada pelo fim dos incentivos de importação, além de uma possível mudança na alíquota do Imposto de Importação prevista para julho de 2026.